Nosso Lar
Exterior

 

--Num regime diferente, cinco pessoas residem em apartamentos, dentro da área da Instituição.

--Aqui, os idosos podem usufruir das refeições, higiene da casa, de acordo com as suas preferências e necessidades, mantendo a sua independência. Trata-se apenas de uma mudança de casa, com possilidade de trazerem todos os seus pertences para este novo espaço.

--A procura e preferência por esta modalidade começam a aumentar e por essa razão a Instituição já tem, na forja, um projecto que prevê a construção de mais apartamentos, aumentando a capacidade de recepção, neste sistema diferente de apoio aos idosos.

 

--O acesso ao lar é feito através de uma candidatura apresentada pelo instituto de Acção Social. Depois de aceite, o idoso atribui à instituição oitenta por cento do seu rendimento mensal, passando a ter direito a todos os bens de que necessita, para garantir o seu bem-estar físico.

--Os medicamentos, bens de higiene pessoal, refeições, entre outros, são iguais para todos. A restante percentagem do rendimento fica a cargo dos familiares dos idosos.

--Mas, se o utente assim o desejar, a instituição poderá ajudá-lo a gerir o seu dinheiro, para qualquer finalidade que pretenda. Como por exemplo, a compra de uma prenda a um familiar.

 

-- Instituição apoia repatriados e sem abrigo

 --Perante um contexto social e económico diferente, a instituição começou a ser procurada por pessoas com faixas etárias mais jovens, com problemas de inserção social. Assim, há cerca de quatro anos, e com algum espaço disponível surge a Residência Temporária para Repatriados e Sem Abrigo.

 --Esta valência tem como objectivo social a prestação de um apoio temporário. Depois de reabilitados, os utilizadores farão a respectiva reinserção social, de forma activa e responsável.

 --Mas, nem sempre este objectivo é atingido e a instituição acaba por não saber como solucionar alguns casos. A ideia inicial acaba mesmo por ser subvertida.

 --Algumas vezes, a instituição serve de fiel depositário de indivíduos com comportamentos socialmente menos adequados. Na maioria dos casos, não ficam apenas dois ou três meses, tempo suficiente de transição para a vida activa. O período prolonga-se por muito mais tempo, surgindo outros problemas acrescidos como o alcoolismo ou os distúrbios na via pública ou em estabelecimentos.

--Com capacidade para dez, a instituição acolhe, neste momento, sete pessoas não apenas de São Jorge mas de origens variadas, desde Terceira, São Miguel e EUA.

--«Tentamos que eles se reabilitem, mas muitas vezes não temos sucesso», adianta o presidente, Mark Marques, «existem actividades que eles deviam ajudar, como a manutenção da Casa ou o cultivo das terras. Pedimos que eles colaborem nestas pequenas tarefas, também para que possam adaptar-se, novamente, ao ritmo da vida activa. Infelizmente, a reintegração e a aceitação de novas formas de estar nem sempre acontece, porque as pessoas assim não o desejam».

--Reabilitar é importante, mas a disciplina faz falta a quem perdeu o interesse pelas regras sociais. Apesar da liberdade oferecida a estas pessoas, as horas das refeições deverão ser cumpridas por todos, sem excepção. As regras são para cumprir e a instituição já teve de tomar medidas mais extremas, recorrendo à expulsão de indivíduos, que não pretendem colaborar na sua reabilitação.

--Uma ajuda preciosa, nem sempre valorizada por parte de quem a recebe.

 

 

Centro de Dia da Casa de Repouso uma resposta à população em situação de isolamento, mas com autonomia

-- O Centro de Dia é um espaço que foi concebido, há algum tempo, e tem como objectivo manter os idosos no seu meio, mas criando condições físicas e sociais que lhes permitam fazer uma inserção, mais efectiva, no meio de que fazem parte, através da criação de relações de solidariedade.

-- Através deste projecto, a instituição conseguiu combater situações de isolamento e satisfazer necessidades básicas sentidas pela população.

-- Durante o ano de 2004, a irmã Fátima Freitas foi responsável pela animação do Centro de Dia.

-- Com a colaboração dos funcionários, e sabendo das suas potencialidades, levou em frente um leque de actividades. Desde a ginástica, música até aos trabalhos manuais todos participaram.

-- A ansiedade sentida no início de cada tarde, altura em que o Centro de Dia estava em plena actividade, pairava no ar.

 

-- Neste momento, as actividades estão interrompidas por falta de uma animadora social, um projecto que a actual direcção está empenhada em que regresse, no mais curto espaço de tempo.

-- Actualmente, o espaço possui vários jogos como bilhar, matraquilhos, mesas de jogo de cartas e de dominó.

-- Os idosos do Lar convidam a comunidade para uma partida de jogo.

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