VILA das VELAS

VELAS, com uma área de 119,1 km2, 5 483 habitantes e 6 freguesias, é um dos 19 municípios região autónoma dos AÇORES.
Feriado Municipal em 23 de Abril com as celebrações religiosas em Honra do Padroeiro Sr. São Jorge. |
A ILHA
A ilha de São Jorge, no centro do Arquipélago, encontra-se a uma distância de 40 km a S. da Graciosa, a 20 km N. do Pico, a 60 km a W. da Terceira e a 30 km a L. do Faial.
Com 56 km de comprimento por 6 km a 8 km de largura, tem uma área total de 246,25 km2.
Está situada a 28º 33 de longitude oeste e a 38º 24 de latitude norte.
O clima, como nas restantes ilhas do grupo Central, é moderado, com temperaturas médias anuais oscilando entre 12º C (53º F) e 25º C (77º F).
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Introdução Histórica
Século XV Nada se sabe ao certo sobre a data do seu descobrimento e povoamento.
A primeira referência a S. Jorge data de 1439, e em 1443 já era habitada. Em 1464 estavam formados os seus principais núcleos populacionais, à excepção do Topo onde só se inicia o povoamento em 1470, com a vinda para a ilha de Guilherme Van der Haegen. Os primeiros que aqui aportaram e de que não há registo de nomes, devem ter alcançado primeiramente o Topo o nome o indica porém o povoamento iniciou-se pelas Velas e daí irradiou para o resto da ilha.
Século XVIII A vila das Velas foi assaltada por corsários franceses sob comando de Du-Gnay-Trouin, em 20 de Setembro de 1708. Resistiu durante vinte e quatro horas e após o desembarque constituiu-se um núcleo de resistência no sítio das Banquetas, acto que impediu os invasores de ocuparem as povoações mais próximas.Destaca-se neste evento a acção do sargento-mor Amaro Soares de Sousa.
Século XIX - Na primeira metade do séc. XIX, São Jorge participa na prosperidade dos ciclos económicos da laranja e do vinho e na actividade baleeira que se prolonga até às primeiras décadas do séc. XX.
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Locais de visita

Do Pico da Esperança, ponto mais alto da Ilha, com mais de 1000m de altitude, avistam-se as restantes ilhas do grupo Central (Terceira, Graciosa, Pico e Faial). A Vegetação que cobre estas encostas proporciona-nos uma paisagem invulgar.
Os abatimentos das encostas deram origem, nalguns sítios, a zonas planas denominadas Fajãs.
Destacamos a Fajã do Ouvidor, Fajã dos Vimes, Fajã dos Cubres, Fajã de S. João, Fajã Grande, Fajã da Caldeira de Santo Cristo (único local nos Açores onde existem amêijoas).
Apenas algumas delas têm acesso por estrada, onde pode circular um automóvel.
Na ponta leste da ilha situa-se o Topo com seu farol e ilhéu onde existem colónias de aves marinhas.
Algar do Montoso – para quem gosta de espeleologia deve fazer-se acompanhar de um guia.
Furna das Pombas na Urzelina.
O Parque Florestal das Sete Fontes também merece a sua visita. |
Como conhecer a Ilha
* Itinerário 1
Partida de Velas em direcção à Ponta dos Rosais, passando pela Baía de entre Morros, pelo Parque Florestal das Sete Fontes e freguesia dos Rosais.
No regresso, passe pela Beira, siga pela costa norte, passando por Toledo e Santo António. No regresso, à costa sul encontra excelentes miradouros, passe pelos picos da Esperança e Caldeirinhas, prossiga depois por Urzelina, Ribeira do Nabo e Fajã de Santo Amaro até Atingir a Vila das Velas.
* Itinerário 2
A Caminho da Calheta, parte no miradouro da Ribeira do Almeida, Urzelina, visite a Furna das Pombas, Manadas, miradouro da Fajã das Almas e Biscoitos, desça à vila da Calheta, visite também a Fajã Grande, volte a subir a siga pela Ribeira Seca, Parque Florestal da Silveira, Pedras Brancas, Santo Antão e Topo no extremo leste da ilha.
Aqui, visite o porto de pesca e o farol em frente ao ilhéu. Regresse pela mesma estrada até à Ribeira Seca, depois siga pela estrada norte da ilha, pare no miradouro da Fajã dos Cubres, de onde se avista a Fajã de Santo Cristo, com a sua lagoa.
Continue a viagem pelo Norte Pequeno, Ribeira da Aveia, Norte Grande, pare no miradouro com vista sobre a Fajã do Ouvidor, (pode descer a esta Fajã), no seu caminho encontra ainda Toledo e Beiras antes de chegar a Velas. |
Diversão e Cultura
A semana cultural de Velas realiza-se na primeira semana de Julho.
São efectuadas conferências e palestras por destacadas figuras da cultura que se deslocam à Ilha de S. Jorge nesta altura. Espectáculos musicais, feira taurina e a regata Horta – Velas – Horta, completam o cartaz.
Na Calheta, realiza-se o Festival de Julho. Durante uma semana esta vila recebe inúmeros visitantes que, aqui, assistem a espectáculos musicais, representações teatrais e exposições. Provas desportivas fazem também parte do programa de festas. |
Festas tradicionais
Com início no Domingo de Pentecostes, e prolongando-se até aos meses de Verão, Festas do Espírito Santo, são celebradas, com grande entusiasmo e devoção, pela população local.
No artesanato destacamos os bordados à mão e as manchas de S. Jorge, produzidas em teares antigos.
O folclore é idêntico ao de outras ilhas, sendo o Sã Macaio, Sapateia e Pézinho as modas mais usuais.
Tendo adapatado as violas, introduzindo-lhe algumas alterações, criaram as violas de arame, instrumento com que os tocadores animam as festas populares. |
Monumentos
VELAS
Igreja de S. Jorge, foi construída em 1460. Admire o valioso trabalho em talha.
Igreja Nossa Senhora de Conceição – erigida no século XVII.
Paços do Concelho, Construção do Séc. XVII, um exemplar da arquitectura barroca civil açoreana.
Igreja de Urzelina, submersa aquando da erupção vulcânica do Pico da Esperança em 1808, apenas emerge a torre da igreja.
Igreja de Santa Bárbara, construída no século XVIII, encerra valiosa colecção de azulejos, é talvez o templo mais rico da ilha.
CALHETA
Igreja de Santa Catarina, Igreja Matriz, construída no século XVII. |
Zonas Balneares
Piscinas naturais de Velas, Fajã do Ouvidor, Fajã Grande (junto ao Parque de Campismo) e porto do Topo são locais de águas límpidas e com temperaturas convidativas a um banho.
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Pesca desportiva
O mar na costa de S. Jorge, é extremamente rico em espécies piscícolas. Sargos, garoupas, pargos, besugos, bodiões, vejas, anchovas, bicudas, serras podem ser capturados em diversos pesqueiros ao longo da ilha, utilizando a arte que mais gostar.
Os iscos mais usados são a cavala, bonito, lula, camarão, chicharro e sardinha, e caranguejo.
De barco fazem-se pescarias inesquecíveis, quer de corrico quer ao fundo. |
Observação de Baleias e Golfinhos
O canal de São Jorge é um excelente posto de observação de Cetéceos. Essencialmente, podem ser avistadas aqui botinhosos provenientes do Norte, bem como outras espécies de baleias de bico.
Ao longo da Costa, podem ser observados com frequência golfinhos e as baleias piloto. Entre Abril e Junho podem observar-se as baleias de barbatanas.
A partir do cais das Velas, é possivel reservar viagens de observação, bem como o programa de nadar com golfinhos. |
Paseios a pé
Existem alguns locais que vale a pena conhecer. Só o conseguem os amantes desta actividade, pois tratam-se de difícil acesso.
Existem guias da especialidade, informe-se numa agência de viagens ou no local onde estiver alojado. Não existem animais selvagens perigosos nem cobras. |
Gastronomia
Pratos Típicos Na ilha de São Jorge encontram-se deliciosos pratos confeccionados com boa carne e peixe. Recomenda-se as sopas do Espírito Santo, os torresmos de porco e a molha de carne.
Mariscos Merecem especial relevo, pela sua qualidade, as amêijoas, apanhadas nas águas da Caldeira do Santo Cristo. As lapas e a lagosta são abundantes.
Doçaria No capítulo da doçaria a variedade é grande. Os coscorões, rosquilhas de aguardente, espécies, "suspiros, doce de leite, bolos de véspera, cavacas, bolos de coalhada e doce branco fazem as delícias dos mais gulosos.
Queijos Considerado o melhor queijo dos Açores, o Queijo de São Jorge já alcançou, há muito, fama internacional. Pode ser utilizado desde a culinária mais simples, aos pratos mais requintados dando-lhes um toque de distinção. Para o acompanhar aconselhamos um bom vinho tinto.
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