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Contenção nos gastos obriga à criatividade no Festival de Julho

Quinta-Feira, dia 22 de Julho de 2010 às 12:18

Aires Reis, presidente da autarquia da Calheta, presidiu ontem à abertura oficial do “Festival de Julho 2010”, juntamente com o diretor regional da Cultura, Jorge Paulus Bruno, e lembrou que estas festas constituem hoje “um investimento moderado”.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal da Calheta a atual conjuntura nacional e internacional não é favorável às intenções da autarquia e obriga, por isso mesmo, “a uma redobrada criatividade” que permita a continuidade do festival, “sem que isso ponha em causa questões essenciais ao nosso bem-estar e desenvolvimento”.

Neste sentido, Aires Reis referiu que o “Festival de Julho” é, cada vez mais, “o resultado de um conjunto de boas vontades e de um espírito de cooperação”.

“Hoje não trazemos artistas internacionais que se encontrem na primeira linha de visibilidade nacional e internacional”, adianta.
Assim, a autarquia diz apostar nos artistas que garantam espetáculos de grande nível e que permitam criar ambientes privilegiados.
O presidente da autarquia frisou ainda que “nos momentos difíceis alguém tem de ter coragem para assumir as responsabilidades e coube-nos esta tarefa que considero ser um grande desafio”.

Em retrospetiva, Aires Reis considera que este evento, que completa agora 20 anos, veio dar “uma projeção relativamente importante ao concelho da Calheta e a esta ilha”.

“A sua primeira edição, que decorreu de seis a 15 de Julho de 1990, foi um evento que marcou muito positivamente a Vila da Calheta e foi para mim, que assumia a responsabilidade autárquica como vereador do pelouro da Cultura, uma experiência única que jamais esquecerei”, recorda.
Entre os desafios propostos à Câmara Municipal, lembrou, está o edifício polivalente destinado aos serviços de oficina automóvel, a recuperação do edifício da antiga escola primária da Rua Nova, a recuperação e remodelação do Solar.

“Vamos avançar com o abastecimento de água à Fajã da Caldeira de Santo Cristo e sobre a construção do Centro de Processamento de Resíduos Sólidos estamos a preparar o processo de aquisição dos respetivos terrenos”, assegurou.

Ao mesmo tempo, Aires Reis afirmou que “relativamente aos investimentos que o concelho necessita, temos de admitir que existem algumas dificuldades”.

DI/foto:RL

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